AÇÃO Psicológica No CARDÍACA TRANSPLANTA: Um Relato De Experiência


AÇÃO Psicológica No CARDÍACA TRANSPLANTA: Um Relato De Experiência


Ferreira, N.M1, Rodrigues, W.M.R2, Osório, M.O.3, Albuquerque, E.N4, Accioly, C.C5, Behar, J.N.P6

1,6Psicólogas do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP, 2Estudante do Curso de Psicologia da Faculdade Pernambucana de Saúde – FPS, 3,4,5Tutoras do Curso de Psicologia da Faculdade Pernambucana de Saúde – FPS e Psicólogas do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP


Scientific Research and Reviews

As doenças do coração atingem diversos brasileiros e nem sempre existe tratamento. Em casos de Insuficiência Cardíaca (IC) avançada, configurada por sintomas incapacitantes ou com grande risco de morte e sem perspectiva de viabilidade de outra abordagem médica, o transplante cardíaco tem sido cada vez mais indicado1. A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos – ABTO refere que foram realizados 1.722 transplantes cardíacos entre 1999 até 2009. Geralmente este transplante é indicado em situações de cardiomiopatia, cardiopatia isquêmica, doença valvar, rejeição de corações previamente transplantados e cardiopatia congênita2.
Quando se tem de optar pelo transplante de coração, espera-se que ao paciente seja proporcionada sobrevida, condições de realizar atividades rotineiras e qualidade de vida, que envolve o bem-estar pessoal e psicológico, capacidade funcional, o nível socioeconômico, a interação social, rede de apoio familiar e social, acesso a cultura, lazer, religiosidade e condições ambientais2. Nele há a promessa e a esperança de que a pessoa receptora do coração terá um aumento da sobrevida, com melhora da qualidade de vida e da sua capacidade funcional no cotidiano, mas, por outro lado, envolve uma cirurgia com importante grau de complexidade, que requer atuação multiprofissional presente em diferentes etapas do tratamento, bem como postura ativa do paciente na adesão e continuidade do mesmo2,3,4.Estudos apontam que estar na fila de espera para transplante cardíaco traz repercussões psicológicas para o paciente tais como: fantasias, medo de morrer, sentimentos de abandono, impotência, depressão, desesperança, ansiedade, diminuição da sua autoestima, aspectos estes que interfere na relação do paciente e da família com a doença cardíaca2. Não é fácil lidar com o adoecimento do coração, sobretudo, por este órgão ser considerado sede da vida e das emoções. Além de que manter a motivação para continuar a se cuidar, tomar medicações, fazer dieta não é fácil, o que evidencia a fragilidade do paciente. Neste contexto, oferecer um suporte psicológico torna-se essencial5.


Palavras-chave: Abordagem Fonoaudiológica; Envelhecimento; Experiência; Memória.

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Ferreira, N.M, Rodrigues, W.M.R, Osório, M.O., Albuquerque, E.N, Accioly, C.C5, Behar, J.N.P.AÇÃO Psicológica No CARDÍACA TRANSPLANTA: Um Relato De Experiência.Scientific Research and Reviews, 2018, 5:47. DOI: 10.28933/srr-2018-06-2847