Sarcopenia E Estado Nutricional Em Idosos De Instituições De Longa Permanência Para Idosos


Sarcopenia E Estado Nutricional Em Idosos De Instituições De Longa Permanência Para Idosos – Recife/Pe


Machado, J.G1; Gomes, E.G.P2; Amorim, T.M.A.X3; Oliveira, A.A4; Tavares, F.C.L.P5; Sequeira-de-Andrade, L.A.S6
1,2,3Estudante do Curso de Nutrição- CCS – UFPE; 4Residente multiprofissional de Saúde da Família – IMIP, 5,6Docente/pesquisador do Departamento de Nutrição – CCS – UFPE


Scientific Research and Reviews

Introdução: A sarcopenia é uma síndrome geriátrica caracterizada pela perda de força e massa muscular esquelética, diminuindo a capacidade física. Sedentarismo, hospitalização, doenças preexistentes e má nutrição estão associados ao desenvolvimento/agravo da sarcopenia. A mudança da composição corporal pode ser refletida nas medidas antropométricas dos idosos. Objetivo: Avaliar medidas antropométricas e frequência alimentar de idosos sarcopênicos e não sarcopênicos residentes de instituições de longa permanência para idosos (ILPIs). Material e Métodos: Estudo transversal, com 37 idosos de ambos os sexos, residentes de ILPIs localizadas na Região Metropolitana do Recife. O estado nutricional foi avaliado pelo índice de massa corporal (IMC), classificado segundo Lipschitz (1994), e para depleção muscular utilizou-se a circunferência da panturrilha (CP). Aplicou-se um questionário de frequência alimentar para verificar o consumo de alimentos fonte de proteína e vitamina D. (CAAE 54699116.2.0000.5208.) Resultados e Discussão: A sarcopenia esteve presente em 37,8% dos idosos avaliados, sendo mais frequente naqueles entre 70 a 79 anos (50%), IMC <22 (50%) e no sexo feminino (71,4%). Todos os indivíduos com IMC<22 apresentaram sarcopenia, enquanto que 86,7% dos classificados com excesso de peso não eram sarcopênicos. 71,4% eram sarcopênicos quando a CP<31cm, e 70% daqueles com CP≥31cm não apresentaram sarcopenia. As fontes proteicas mais consumidas foram galinha sem pele cozida/assada (91,9%), leite integral (81,1%) e fígado bovino (64,9%). Os idosos com IMC elevado e CP≥31cm apresentaram menor risco de desenvolver sarcopenia. Estudos apontam para uma alimentação balanceada principalmente quanto ao aporte proteico e à ingestão de vitamina D, sendo suplementada quando necessário. Além disso, atividade e exercício físicos são componentes estratégicos no combate à sarcopenia. Conclusão: É preciso maior atenção na área da gerontologia assim como definição de estratégias específicas e diferenciadas com base na Política Nacional de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa, a fim de prevenir e tratar as síndromes geriátricas como a sarcopenia.


Palavras-chave: Abordagem Fonoaudiológica; Envelhecimento; Experiência; Memória.

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How to cite this article:
Machado, J.G; Gomes, E.G.P; Amorim, T.M.A.X; Oliveira, A.A; Tavares, F.C.L.P; Sequeira-de-Andrade, L.A.S. Sarcopenia E Estado Nutricional Em Idosos De Instituições De Longa Permanência Para Idosos – Recife/Pe.Scientific Research and Reviews, 2018, 5:48. DOI: 10.28933/srr-2018-06-2848