Terapia Antirretroviral E Doença Cardiovascular Em Idosos Portadores De Hiv: Uma Revisão De Literatura


Terapia Antirretroviral E Doença Cardiovascular Em Idosos Portadores De Hiv: Uma Revisão De Literatura


Silva, T.F1; Souza, L.A.P2; Souza, R.B.M.R3
Residentes Multiprofissionais em Atenção Básica/Saúde da Família – Secretaria Executiva de Promoção da Saúde de Jaboatão dos Guararapes/PE


Scientific Research and Reviews

Introdução: Um dos fenômenos da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) é o surgimento de uma população vulnerável: os idosos. Os fatores responsáveis por este aumento é o desenvolvimento da terapia antirretroviral combinada (TARV), que tem proporcionado uma melhor qualidade e expectativa de vida, porém, a TARV está associada a efeitos adversos como dislipidemia, diabete melito e resistência à insulina, os quais se constituem como fatores de risco para doença cardiovascular. Com o impacto da TARV no metabolismo glicídico e lipídico, surgiram muitos estudos associando a infecção pelo HIV e a doença cardiovascular, assim como, os seus fatores de risco e a utilização da TARV, entretanto, poucos deles relatam sobre a cardiotoxicidade desta Terapia em idosos. Objetivo: Este resumo tem o objetivo apontar as principais alterações metabólicas causadas pelo uso da terapia antirretroviral e o seu impacto no aumento do risco de doenças cardiovasculares nos idosos portadores de HIV. Material e Métodos: Realizou-se uma revisão de literatura sobre o tema, focado em artigos dos anos de 2009 a 2013. Os critérios de inclusão utilizados foram: artigos que respondiam à pergunta norteadora e atendiam à temática estabelecida pelos descritores. Resultados e Discussão: A TARV e especialmente a classe dos inibidores de protease têm sido associados a fatores de risco para doença cardiovascular; e, segundo alguns autores, o uso dessa classe de fármacos corresponde a 60% das alterações metabólicas citadas. Os idosos apresentam uma resposta imunológica mais lenta à TARV e um risco maior de desenvolver doença cardiovascular pela combinação envelhecimento, infecção pelo HIV e TARV. O fator agravante para o diagnóstico em indivíduos da terceira idade é a semelhança existente entre as doenças oportunistas, que frequentemente acometem os portadores de HIV, com as doenças que aingem os idosos e, portanto, apresentam índices de testagem menores que adultos jovens. Conclusão: O mecanismo fisiopatológico das alterações metabólicas ainda não está completamente elucidado e, portanto, consensos específicos para o seu tratamento ainda não estão disponíveis. O manejo farmacológico utilizado até o momento para portadores do HIV segue as mesmas recomendações da população geral: inicia-se com medidas não-farmacológicas, como seguir uma dieta e realizar exercícios físicos e, na persistência das alterações metabólicas, inicia-se a farmacoterapia, porém com extrema cautela. Como demonstrado neste artigo, há poucos estudos relatando sobre a cardiotoxicidade da terapia antirretroviral nos idosos. As recomendações para o uso da terapia focam particularmente os adolescentes e adultos, demonstrando a necessidade de ensaios clínicos com idosos para melhor definir a interação entre idade e infecção pelo HIV, tanto na progressão da síndrome quanto na eficácia do tratamento antirretroviral, farmacocinética e toxicidade em curto e longo prazos da TARV. Além disso, são necessários mais estudos comparando idosos portadores de HIV com indivíduos de mesma faixa etária, porém sem infecção pelo HIV, para examinar questões como idade, infecção pelo HIV e terapia antirretroviral.


Palavras-chave: Abordagem Fonoaudiológica; Envelhecimento; Experiência; Memória.

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How to cite this article:
Silva, T.F; Souza, L.A.P; Souza, R.B.M.R. Terapia Antirretroviral E Doença Cardiovascular Em Idosos Portadores De Hiv: Uma Revisão De Literatura.Scientific Research and Reviews, 2018, 5:50. DOI: 10.28933/srr-2018-06-2850