Scientific Research and Reviews

  • Pesquisa De Bactérias Deteriorantes Nas Carnes Caprinas Comercializadas Em Caruaru

    Introdução: A contagem de bactérias heterotróficas, genericamente definidas como microrganismos que requerem carbono orgânico como fonte de nutriente, fornece informações sobre a qualidade do alimento de uma forma ampla, além de indicar o grau de deterioração desses alimentos. Carnes são alimentos que possuem alto índice de gerar uma intoxicação alimentar, por serem substratos ótimos para o crescimento de bactéria entre elas as patogênicas que podem causar doenças do trato gastrointestinal tornando-se um grande problema de saúde pública. Objetivo: Avaliar e quantificar as bactérias heterotróficas (mesófilas) presentes nas carnes caprinas comercializadas em estabelecimentos de Caruaru-PE. Metodologia: De junho a agosto de 2017 foram coletadas 9 amostras de carne caprina em estabelecimentos de Caruaru-PE com amostragem feita de acordo com o Códex Alimentárius. Na análise microbiológica utilizou-se a técnica pour plate. Resultados: Na contagem de bactérias aeróbias mesófilas (BHAM) foram obtidos como resultados as seguintes variações: 1,15×10^6 a 2,19×10^11 UFC/mL para as carnes caprinas analisadas. Discussão: Os resultados revelaram uma elevada contagem de bactérias heterotróficas, que, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela INTERNATIONAL COMMISSION ON MICROBIOLOGICAL SPECIFICATIONS FOR FOODS (ICMSF) é de até 10^7. Apenas cinco amostras das analisadas foram aprovadas de acordo com esse parâmetro. As bactérias heterotróficas, apesar de não possuírem ação patogênica direta, indicam a ocorrência e o grau de contaminação dos alimentos. Além disso, a elevada contagem de bactérias mesófilas pode indicar a existência de degradação da carne, mesmo estando dentro do parâmetro exigido. Conclusão: 44,4% das amostras analisadas não apresentaram qualidade do ponto de vista bacteriológico, onde pode indicar um alto grau de contaminação desses alimentos, principalmente pela ausência das boas práticas de manipulação. Esses alimentos estão propícios a causarem surtos de doenças e comprometerem a saúde da população. Sendo assim é importante haver um controle sanitário apropriado.

  • A Sistematização Da Assistência De Enfermagem Em Usuários Portadores De Doenças Crônicas

    Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis são multifatoriais e desenvolvem-se no decorrer da vida, são consideradas problema de saúde pública e envolvem atendimento adequado e grande quantidade de recursos materiais e humanos. Nesse contexto, a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um instrumento que possibilita o planejamento, organização, execução e avaliação das ações de enfermagem. Contudo, faz-se necessário a sua implementação nestas doenças, tendo em vista que sua prevalência é crescente devido à transição epidemiológica. Objetivo: Descrever a importância da implementação da SAE aos portadores de doenças crônicas. Metodologia: Trata-se de revisão de literatura, tendo como bases de dados da pesquisa o SciELO e Lilacs, os descritores utilizados foram: Cuidados de Enfermagem, Doença Crônica, Qualidade da Assistência à Saúde, sem acréscimo de operadores booleanos. Critérios de inclusão da pesquisa: artigos que abordassem a SAE em portadores de doenças crônicas no período de 2011 a 2017. Critérios de exclusão: artigos de caráter comercial, revisões de literatura e que não contemplavam o tema discutido. Resultados e Discussão: Segundo os autores, a SAE torna-se um instrumento eficaz de gestão do cuidado, sendo incorporado também em Unidades Básicas de Saúde proporcionando um acolhimento humanizado, caracterizando-se como um instrumento assistencial com a finalidade de constituir o planejamento do cuidado. Com ela, o Enfermeiro além de buscar evidências científicas e socioculturais, também deve atender às necessidades dos pacientes crônicos na história natural de doença desde a prevenção até a recuperação da saúde, oferecendo um cuidado com efetividade e eficiência. Conclusão: A execução da SAE no contexto das doenças crônicas é indispensável para a qualidade da assistência de enfermagem nos serviços de saúde. Diante da literatura pesquisada observou-se que seguir as etapas da SAE leva a um melhor prognóstico para os pacientes portadores destas doenças, devido à diminuição de iatrogenias e melhores intervenções no cuidado.

  • Avaliação Ponderal E Histomorfométrica Do Duodeno Em Camundongos (Swiss Webster) Pós-Esplenectomia Na Esquistossomose Crônica

    Introdução: Esquistossomóticos apresentam alteração da mucosa intestinal e baixa resposta imune celular; o peso pode influenciar na resposta inflamatória contra Schistosoma mansoni (fase crônica da doença). A esplenectomia é um procedimento cirúrgico, onde retira-se o baço, comumente realizada em casos de trauma, mas também para tratar doenças hematológicas, imunológicas, metabólicas e oncológicas. Objetivo: Observar a influência da esplenectomia no peso e alterações no intestino dos camundongos esquistossomóticos de junho de 2011 a 2012. Metodologia: Foi realizado estudo experimental de intervenção utilizando 40 camundongos sadios da raça Swiss webster (Mus musculus) com 35 dias de nascidos no biotério do laboratório de imunopatologia Keizo Asami –LIKA/UFPE; foram alocados em quatro grupos (controles (c=10); esquitossomóticos (ES=10); esplenectomizados (E=10) e esquitossomóticos esplenectomizados (ESE=10)). A infecção foi realizada via percutânea com 50 cercárias de S.mansoni através da passagem sucessiva em caramujos Biomphalaria glabrata. Após 125 dias de nascidos os camundongos dos grupos E e ESE foram submetidos a esplenectomia total. O peso dos animais foi registrado nos sete dias pós-esplenectomia. As variáveis consideradas no estudo histomorfométrico foram: área total, área e altura da vilosidade, os valores se deram através do software Image J e expressos em pixel. Resultados: Através do teste de Friedman verificou-se que o peso dos grupos C e ES elevou-se em relação ao período de aferição p

  • Carboidratos E Lipídeos: Associação Ao Desenvolvimento De Doenças Cardiovasculares

    Introdução: Por muito tempo recomendou-se a redução do consumo de lipídeos para evitar o desenvolvimento de Doenças Cardiovasculares (DCV). No entanto, através da análise de um estudo recente desenvolvido por Ronald Kraus evidenciou-se que: não há provas relevantes que classifiquem a gordura saturada como causa de DCV. Então, surge a indagação: Não tendo correlação dos lipídeos com as DCVs, quem seriam os verdadeiros vilões? Através do estudo “Consumo de alimentos e as estatísticas reais das DCVs: uma comparação epidemiológica de 42 países europeus” identificou-se que a maior chance de ocorrer DCVs é através do consumo de carboidratos, especificamente refinados e de valor glicêmico alto (batata, açúcar e cereais). Método: Trata-se de uma revisão integrativa, elaborada a partir de pesquisa por acesso online na base de dados thelancet e scielo restringindo-se ao período de 2015 a 2017. Objetivos: Esclarecer e dissociar o consumo de gordura saturada a DCVs, assim como enaltecer o alto risco de desenvolvimento de DCvs associado a uma ingestão rica em carboidratos. Resultado: Foi possível evidenciar que: Entre as maiores ameaças de DCVs estão os carboidratos, licor destilado e óleo de girassol; e entre os que apresentam baixa ameaça estão as gorduras e proteínas, frutas, vinhos e legumes. Sendo importante elencar que o carboidrato é o real inimigo, devido a aumentar o número das lipoproteínas de baixa densidade (LDL), que juntamente com níveis altos de triglicerídeos e baixos níveis de HDL são fatores de risco para ataques cardíacos. Conclusão: Com esses resultados torna-se necessária uma revisão das diretrizes dietéticas globais.

  • O Papel Da Nutrição Na Programação Fetal

    Introdução: A nutrição no período periconcepcional é determinante para a programação fetal, pois repercute no crescimento e desenvolvimento do mesmo, seja fisiologicamente ou metabolicamente, acarretando em agravos ou benefícios imediatos ou tardios. Objetivos: Fazer uma atualização no tema a fim de descrever a nutrição como programadora de desenvolvimento fetal e infantil, evidenciando a importância de intervenções nutricionais nesse período. Metodologia: Foram realizadas pesquisas nas bases de dados (Lilacs, SciELO e Medline) contidas no Periódico Capes com aquisições de artigos científicos em inglês e português de 2009 a 2016. Resultados e Discussão: De 43 artigos encontrados, foram selecionados 10 que abordavam o efeito da programação fetal. Os primeiros 1000 dias de vida são a principal janela de oportunidade para programação fetal, portanto, os fetos e bebês respondem a estímulos ambientais (como a nutrição) durante seu desenvolvimento, a fim de se adaptar e desenvolver. Quando esses estímulos são adversos ao desenvolvimento, o feto sofre alterações fisiológicas ou metabólicas que culminam em consequências imediatas como a restrição do crescimento intrauterino no feto, que o torna mais propício a doenças infecciosas e a óbito, e a consequências a longo prazo, como maior risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes e hipertensão na vida adulta. Portanto, a promoção de intervenções nutricionais no período periconcepcional como a alimentação saudável e ganho de peso adequado durante a gestação bem como a promoção de aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e uma adequada introdução alimentar são intervenções que promovem uma adequada programação do feto e do bebê, permitindo seu crescimento e desenvolvimento de forma saudável. Conclusão: A gestação e os dois primeiros anos de vida são a principal janela de oportunidade para intervenções nutricionais que programem adequadamente o feto, a fim de prevenir agravos decorrentes de possíveis adaptações fisiológicas e metabólicas.

  • Fatores Associados À Síndrome Metabólica Em Idosos: Um Estudo De Revisão Integrativa

    Introdução: A Síndrome Metabólica (SM) é um conjunto de alterações patológicas e fisiológicas, definidas por parâmetros pré-estabelecidos, tais como dislipidemia, adiposidade central, hipertensão arterial e diabetes. Objetivo: Identificar a produção científica sobre os fatores de risco cardiovasculares associados, em pacientes idosos portadores da SM. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura obtida por meio de busca em artigos científicos nas bases de dados LILACS, MEDLINE, SCIELO E BDENF, por meio do cruzamento dos descritores Síndrome X Metabólica, Idosos e Fatores de Risco. Como critérios de inclusão utilizaram-se artigos que possuíam resumo disponível online, publicados no período de 2013 a 2017, com foco na temática proposta. Excluíram-se artigos de revisão, livros, capítulos de livros, artigos de opiniões, editoriais, dissertações, teses, programas e relatórios governamentais, sendo selecionados 14 artigos. Resultados e Discussão: Os achados mostraram que a prática regular de atividade física associada à dieta rica em frutas, verduras e cereais integrais contribui para o controle síndrome metabólica. Além de outros fatores importantes como os critérios de diagnóstico que podem variar de acordo com a severidade da SM. Os critérios foram estabelecidos a partir de algumas associações que trabalham com a temática tais como: National Cholesterol Education Program/Adults Treatment Painel – NCEP – ATP III (ATPIII) e International Diabetes Federtion (IDF), sendo o primeiro mais utilizado por não precisar avaliar a resistência à insulina, tornando assim mais viável para a elaboração de pesquisas. Conclusão: Com o estudo evidenciou-se que a uma lacuna de conhecimento em relação a SM visto que há poucas instituições que tratam e estudam esse problema refletindo, assim, na busca de pesquisas com esse tema, pois o assunto é pouco discutido, principalmente em idosos.

  • Aspectos Psicossociais Em Adolescentes Com Comportamento Suicida

    A Organização Mundial de Saúde considera o suicídio como um evento alarmante, estando entre as dez principais causas de morte na população mundial em todas as faixas etárias representando um grave problema de saúde pública1. Na faixa etária jovem os números são ainda mais expressivos, em que o suicídio ocupa o terceiro lugar entre as causas de morte. Destaca-se que estes índices são ainda maiores quando incorporadas nas estatísticas as tentativas, ideações e comportamento suicida1. Apesar de poucos estudos terem sidos conduzidos no Brasil sobre a investigação da prevalência de suicídio nos últimos anos, tal fenômeno tem sofrido incremento significativo, principalmente nas populações juvenis1. Adicionalmente, pode-se considerar que as análises envolvendo o risco de suicídio nesses indivíduos, seja um aspecto extremamente importante como medida de prevenção da ocorrência de suicídio2. Apesar dos esforços relativos à prevenção, o ato suicida ainda apresenta-se como um evento inesperado, devendo ser analisado de forma ampla, principalmente em indivíduos da população em geral, pois sua ocorrência muitas vezes dá-se pela somatória de variáveis individuais, ambientais e sociais como a dificuldade do indivíduo em resolver/conviver com situações conflituosas ou ainda pela presença de comorbidades como sintomas de transtornos mentais dos quais: os transtornos do humor (particularmente a depressão), os transtornos por uso de substâncias (especialmente a dependência de álcool), as esquizofrenias e os transtornos de personalidade são os mais frequentes2,3. Diante do exposto, a análise da presença do risco de suicídio na população em geral pode representar um poderoso mecanismo relacionado à prevenção deste evento, principalmente na população adolescente na qual as taxas de prevalência crescem consideravelmente, sendo ainda importante a análise de fatores associados à presença desses comportamentos suicidas.

  • Padrão Alimentar Entre Sujeitos Em Um Campus Universitário Na Cidade De Recife

    A saúde está na forma de se alimentar e não na forma física, percebe-se, então, que vem a ser cada vez mais palpável a diferença que a alimentação e hábitos de vida podem fazer quando se trata de saúde. Oferecer informações é uma condição necessária, porém não suficiente, se levar em consideração as dimensões não racionais e inconscientes que habitam a volição humana1. Além disso, reforça-se a responsabilização dos indivíduos no seu processo saúde-doença, reduzindo o seu estado de saúde a uma questão de decisão individual e de escolhas. Corre-se o risco de haver uma reconstrução do mito da ignorância2. Uma concepção moderna da promoção da saúde é caracterizada pela constatação de que a saúde é produto de um amplo espectro de fatores relacionados com a qualidade de vida, incluindo um padrão adequado de alimentação e nutrição, de habitação e saneamento, boas condições de trabalho e renda, oportunidades de educação ao longo de toda a vida dos indivíduos e das comunidades3. O consumo alimentar, representado pela quantidade e qualidade da alimentação, sofre reflexo da renda, das interações sociais e estado de ânimo dos idosos, bem como de aspectos fisiológicos e fisiopatológicos. Ressalta-se que a identificação dos determinantes do comportamento alimentar juntamente com a avaliação do estado nutricional e das condições sociais dos indivíduos idosos são fatores importantes para a melhoria da qualidade de vida e promoção do envelhecimento saudável4. O objetivo das propostas educativas em alimentação e nutrição é mais subsidiar os indivíduos com informações adequadas, corretas e consistentes sobre alimentos, alimentação e prevenção de problemas nutricionais do que os auxiliar na tomada de decisões. Dessa forma, cresce a importância dos campos da informação e da comunicação, nos quais se enfatizam as estratégias de produção, circulação e controle das informações referentes à alimentação e nutrição, em detrimento das estratégias da…

  • Educação Em Saúde E Índice De Massa Corporal: Uma Abordagem Em Um Campus Universitário

    Atualmente, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como as doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, enfermidades respiratórias crônicas e doenças neuropsiquiátricas, constituem o problema de saúde de maior magnitude relevante e respondem por mais de 70% das causas de mortes no Brasil ou pela perda de qualidade de vida, gerando incapacidades e alto grau de limitação das pessoas doentes em suas atividades de trabalho e de lazer.1 Pesquisas têm mostrado a forte associação das principais doenças crônicas não transmissíveis a fatores de riscos altamente prevalentes, destacando-se o tabagismo, consumo abusivo de álcool, excesso de peso, níveis elevados de colesterol, baixo consumo de frutas e verduras e sedentarismo. O monitoramento destes fatores de risco e da prevalência das doenças a eles relacionados é primordial para definição de políticas de saúde voltadas para prevenção destes agravos.1 Tendo como prioridade o combate à obesidade e ao possível desenvolvimento de doenças crônicas, no início do século XXI, a Organização Mundial da Saúde estruturou um manual intitulado “Estratégia Mundial sobre Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde”, caracterizando-se em uma proposta de prevenção populacional, a partir de uma divulgação científica enfatizando as relações entre dieta, atividade física e doenças crônicas-não transmissíveis.2 Além disso, o Ministério da Saúde no Brasil implementou em 2004, uma estratégia denominada “10 Passos Para a Alimentação Saudável” visando ampliar o grau de conhecimento em torno da prevenção das doenças e da promoção da saúde através da manutenção de um peso dentro dos parâmetros normais e do exercício de atividades físicas e modificação dos hábitos alimentares.3 Associado a essas políticas públicas, surgiu, também, a Educação em Saúde, que visa o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade dos indivíduos no cuidado com a saúde,

  • Prevalência Da Tentativa De Suicídio Em Adolescentes: Acompanhamento Ambulatorial De Hebiatria Em Recife-PE

    A cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo, constituindo-se esse como a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)¹, o suicídio vem se tornando um problema grave de saúde pública mundial onde há relato de que mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano. A tentativa de suicídio, por sua vez, trata-se de uma soma entre a intenção e a ação, que pode ser fatal ou não2. A OMS demonstra ainda que, mundialmente, para cada suicídio concreto, há de 10 a 20 tentativas, com cerca de 60 mil tentativas diárias para cada três mil suicídios¹, com alta taxa de sequelas deixadas na saúde e a incapacitação física dos indivíduos que não conseguem concretizar o suicídio3. Nos últimos 45 anos, os números de suicídio aumentaram 60%, de acordo com pesquisas gerais. Essas pesquisas fornecem informações pouco específicas para as faixas etárias, englobando todas em perspectiva mundial. Existe, entretanto, uma preocupação maior com relação a alguns grupos etários, como a adolescência, considerada idade de risco em cerca de um terço dos países tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento4. A adolescência é um período de “desequilíbrios e instabilidades extremas”, no qual esses indivíduos apresentam uma vulnerabilidade especial para assimilar impactos da família e da sociedade como um todo5. Essas dificuldades são frutos da Síndrome Normal da Adolescência6, que é fisiológica, porém associadas a comportamentos de risco, podem deixar o adolescente vulnerável a ideações, tentativa e o suicídio de fato2. Como fator de risco estão o pouco discernimento ou competência para enfrentar problemas e o desenvolvimento de perturbações mentais – presente em 90% das crianças e adolescentes que realizaram tentativas de suicídio1. Além disso, estima-se que cada suicídio juvenil representa um potencial de 60 anos de vida…