Scientific Research and Reviews

  • Diâmetro Dos Vasos Placentários E A Suplementação Sanguínea Fetal Identificada Em Placentas De Recém

    A placenta é um órgão humano pouco estudado e um dos mais importantes para a saúde da mulher e seu feto durante a gravidez. Ao longo do desenvolvimento fetal, a placenta funciona como um agente único da simbiose humana, sistema fetal renal, respiratório, hepático, gastrointestinal, endócrino e imune11. Sabido da relação da placenta com a saúde da mulher e do seu feto, o estudo do fenótipo da placenta abre caminho para a identificação da causa da morte fetal. A histologia placentária é uma investigação frequentemente empregada que pode fornecer informações importantes para clínicos e pais sobre os motivos da morte de seus filhos12. O avanço da gravidez depende do estabelecimento e da manutenção de um sistema vascular uteroplacentário eficiente. Durante a gestação, como em qualquer outro processo imunoinflamatório, este sistema inicia e modula uma interação harmônica entre o endotélio vascular materno, as células imunocompetentes presentes localmente e os determinantes antigênicos presentes na superfície do trofoblasto, ativamente regulando o processo de adesão, ativação e migração celular, via modificações na rede de citocinas locais4. A comunicação dos capilares endometriais erodidos com as lacunas do sinciciotrofoblasto estabelece esta circulação do tipo primitiva, no qual o sangue materno flui para nutrir o embrião. Este sistema vascular eficiente, supre com oxigênio e nutrientes de forma adequada ao produto conceptual4. No estabelecimento da placentação, o trofoblasto se infiltra pela parede endometrial, até alcançar as artérias espirais uterinas, com o citotrofoblasto recobrindo e transformando em vasos de baixa resistência1,4. A placentação permite que a artéria uterina se expanda com a progressão da gestação, evitando a restrição de fluxo sanguíneo à unidade feto-placentária2,4.

  • Tratamento E Reabilitação De Pacientes Com Anquilose Da Articulação Temporomandibular

    A articulação temporomandibular (ATM) tem sua origem embriológica logo após o desenvolvimento e separação da mandíbula e cavidade timpânica (na 4ª semana) e o seu desenvolvimento funcional se dá durante a erupção da dentição decídua e permanente. Essa é uma articulação composta, constituída por: côndilo mandibular, o disco articular e o osso temporal, o qual inclui a fossa glenóide e a eminência articular. Em repouso, a superfície convexa do côndilo está assentada na concavidade da fossa glenóide e o disco articular separa a estrutura mandibular do osso temporal. As margens mediais e laterais do disco articular se fundem com a cápsula articular enquanto que a margem anterior também se funde com o músculo pterigóideo lateral. Posteriormente o disco se encontra aderido ao tecido retrodiscal, composto por tecido conjuntivo altamente vascularizado e inervado. A anquilose temporomandibular é causada pela agregação óssea, fibrosa e cartilaginosa da articulação temporomandibular, comprometendo a abertura da boca, mastigação e fala do paciente¹. A anquilose pode ser intracapsular ou verdadeira, quando ocorre uma fusão óssea de uma articulação móvel e extracapsular ou falsa, quando ocorre uma rigidez das partes que rodeiam a articulação². O tratamento da anquilose de ATM é inicialmente cirúrgico e deve ser interdisciplinar, integrando profissionais cirurgiões craniofaciais, fonoaudiólogos, ortodontistas e psicólogo, no qual todas as áreas se complementam. O trabalho de reabilitação é de suma importância e algumas técnicas específicas ainda estão sendo discutidas para avaliar qual seria mais benéfica ao paciente³. Dentre elas, estão a reabilitação fisioterapêutica e a fonoaudiológica miofuncional orofacial. O objetivo deste trabalho é demonstrar os métodos de tratamento e de reabilitação para pacientes com anquilose da articulação temporomandibular.

  • Doença De Darier: Comportamento Genético Patológico

    A doença de Darier é uma queratinose anormal e sua condição é herdada como um traço autossômico dominante, apresentando um alto grau de penetrância e expressividade variável. Considerada também como uma distrofia da epiderme de origem congênita que não se manifesta geralmente nos primeiros anos de vida. Trata-se de uma displasia de origem embrionária das células da camada germinativa, as células basais¹. Conforme Regezi et al (2003), a falta de coesão entre as células epiteliais da superfície caracteriza esta doença, e a mutação do gene que codifica uma bomba de cálcio intracelular foi identificada como a causa da organização anormal dos desmossomos das células epiteliais afetadas. Segundo Klaus et al (2005), clinicamente a doença caracteriza-se pelo aparecimento de pápulas foliculares (com descamação oleosa) que se unem intensamente para formar placas nas áreas seborreicas. Condizente com Neville et al (2009)4, os pacientes com a doença de Darier têm numerosas pápulas eritematosas, frequentemente pruriginosas, na pele do tronco e no couro cabeludo que se desenvolvem durante a primeira ou segunda décadas de vida afetando igualmente ambos os sexos. Um acúmulo de ceratina, produzindo um aspecto áspero, pode ser observado associado às lesões e um odor fétido pode estar presente como um resultado da degradação da ceratina pelas bactérias. O processo geralmente se agrava durante os meses de verão, devido ou à sensibilidade de alguns pacientes à luz UV ou porque o calor aumentado resulta em sudorese, que induz a um aumento do número de fendas epiteliais. As palmas das mãos e as plantas dos pés exibem frequentemente depressões e ceratoses. As unhas exibem linhas longitudinais, rebordos ou rachaduras dolorosas. As lesões bucais são caracteristicamente assintomáticas, sendo descobertas no exame de rotina. Elas apresentam frequência de ocorrência de 15% a 50%. Consistem em múltiplas pápulas aplainadas brancas ou normocrômicas, quando são numerosas podem…

  • Oença De Alzheimer: A Intervenção Do Psicólogo No Processo De Terminalidade E Morte

    Introdução: A Doença de Alzheimer é uma morbidade crônico degenerativa que gera alterações cognitivas e comportamentais. Portanto, a atuação do psicólogo é importante na detecção dos primeiros sinais e sintomas e na promoção da motivação e autonomia do paciente. Objetivos: Esta pesquisa teve como objetivos analisar a Doença de Alzheimer, suas características, o diagnóstico e estágios da doença. Também buscou entender o impacto da doença na família desde o recebimento do diagnóstico, ao ter que enfrentar de forma antecipada o processo de luto do ente querido, considerando a ressignificação do sujeito e do núcleo familiar em seus diversos aspectos psicossociais. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica com análise qualitativa dos dados na base de dados SCIELO, MEDLINE e LILACS usando combinações dos descritores “Doença de Alzheimer”, “Aspectos Psicossociais” e “Morte”. Foram encontrados 85 artigos, dos quais foram selecionados 23. Após a leitura dos artigos escrito com idioma português e com recorte dos últimos 4 anos (2013-2017), restaram 7 artigos que compuseram o exemplar da revisão. Resultados e Discussões: Os resultados encontrados apontaram para duas questões: a importância de uma atitude resiliente do doente e da família juntamente adoecida; e a intervenção do psicólogo em um processo de terminalidade e morte com os objetivos de apoiar o indivíduo com a Doença de Alzheimer e sua família no acesso a informações sobre a mesma, no acolhimento da tristeza, da angústia e de outras questões emocionais, assim como ajudando a família a encontrar formas de enfrentamento do luto, com o oferecimento de um espaço de escuta e para expressão da dor. Conclusão: A experiência de compartilhar o medo e a insegurança possibilita que os cuidadores e familiares possam aproveitar melhor o tempo que ainda tem com seu ente querido. Entender esse processo e a importância da intervenção do psicólogo pode contribuir para uma…

  • Diagnóstico Precoce De Câncer Peniano E A Qualidade De Vida Do Paciente

    Introdução: O câncer de pênis constitui uma neoplasia rara, pouco estudada, que acomete homens a partir dos 50 anos de idade. No Brasil, está associado a cerca de 2% dos cânceres que atingem a população masculina, sendo mais incidente nas regiões Norte e Nordeste. Há uma relação direta entre o câncer peniano e baixas condições socioeconômicas e de higiene, e o diagnóstico costuma ser feito em estágios avançados, podendo levar à penectomiatotal ou parcial. O diagnóstico precoce pode ser o maior aliado da prevenção. Objetivo: Descrever estratégias de atenção primária e detecção precoce para o câncer peniano. Metodologia: Revisão bibliográfica narrativa, utilizando base de dados eletrônicos Science Direct, com as palavras-chave: “penilecancer" + “earlydiagnosis”. Foram avaliados os artigos originais publicados nos últimos cinco anos. Resultados E Discussão: Foram encontrados oito artigos relacionados ao tema. O câncer de pênis possui origem multifatorial, e os fatores predisponentes são: falta de higiene local, fimose, uso do cigarro, infecção pelo HPV (papiloma vírus humano), trauma peniano e exposição a raios ultravioletas. Os sintomas são lesões vegetantes, ulcerações e inflamações que não cicatrizam, podendo evoluir à gânglios inguinais (ínguas na virilha), indicando a progressão da doença (metástase). O prognóstico é relativamente pobre devido ao envolvimento dos linfonodos no diagnóstico, que, se feito tardiamente, pode levar àpenectomia, cirurgia mutilanteque pode afetar a qualidade de vida do paciente. Dessa forma, a prevenção, o diagnóstico precoce e a educação da população constituem estratégias para evitar as complicações associadas ao câncer peniano. O reforço de campanhas de prevenção associados com hábitos de higiene adequados, a circuncisão como fator de proteção e a utilização de preservativos favorecendo a diminuição da incidência de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Conclusão: A detecção precoce é fundamental para evitar o aumento do câncer peniano e suas complicações.

  • Análise Da Interação Gênica E Manifestações Clínicas Na Esclerose Lateral Amiotrófica

    Introdução: A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) caracteriza-se por ser um distúrbio neurológico progressivo que envolve a degeneração do sistema motor em vários níveis: bulbar, cervical, torácico e lombar. Por isso, provoca uma paralisia progressiva em praticamente todos os músculos esqueléticos, mas sem comprometer a consciência e a inteligência. Objetivos: Analisar o principal gene envolvido na ELA e identificar uma rede de interação genética, correlacionado-a as alterações nas funções desse gene. Metodologia: Utilizou-se a base de dados ALSGene para saber o principal gene envolvido na ELA. Após identificar e o gene C9orf72, o recurso de bioinformática, GeneMANIA, foi acessado para estabelecer as relações do C9orf72 com outros genes envolvidos na ELA. Resultados e Discussão: De acordo com os resultados encontrados, verificou-se que o C9orf72 é o gene com mais mutações predominantes na ELA, e que os genes que apresentam interação física com C9orf72 são EIF2BE e ESRRB. Com relação à co-expressão, os genes ESRRB e EIF2B2 não se expressão na presença do C9orf72. Os resultados mostraram também que o envolvimento bulbar pode ser devido à degeneração do neurônio motor inferior (paralisia bulbar) e/ou superior (paralisia pseudobulbar). A paralisia bulbar é associada à paralisia facial inferior e superior e dificuldade de movimento palatal com atrofia, disfagia. A paralisia pseudobulbar é caracterizada por labilidade emocional, aumento do reflexo mandibular e disartria. O diagnóstico de ELA é feito com base nos sinais de comprometimento do neurônio motor em diferentes regiões. É importante a exclusão de outras causas potenciais, como carcinoma esofágico e miastenia gravis. Conclusão: Apesar da ELA ser uma doença de natureza fatal e comprometer a qualidade de vida dos pacientes acometidos, é possível realizar um acompanhamento multidisciplinar, o qual pode aumentar a sobrevida dos pacientes em aproximadamente 2-3 meses e retardar a perda de força muscular.

  • O Apoio Familiar E Adesão A Terapia Antirretroviral (Tarv): Um Relato De Experiência

    Introdução: O apoio familiar contribui para a adesão ao tratamento e a qualidade de vida do portador do HIV/Aids, pois o seu papel é de moderador do estresse no contexto que envolve o processo saúde-doença e é um grande suporte afetivo para as pessoas. A Aids é vista hoje como uma doença crônica, no qual o indivíduo vive por muitos anos, quando se há o tratamento correto. A família por ser considerada a primeira e mais importante unidade de cuidado para seus membros, causa no indivíduo um equilíbrio físico e mental, trazendo benefícios durante o tratamento. Objetivo: Relatar a experiência observada sobre a importância da família na adesão a TARV. Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo de relato de experiência, observacional e descritivo, realizado no período de janeiro a agosto de 2017, em um Hospital Público de referência para o HIV/Aids na cidade do Recife-PE. Resultados: Durante o período de observação crítica para a realização do relato de experiência, observou-se o paciente com HIV/Aids que tinha o suporte familiar e o que não tinha e o reflexo na adesão a TARV, ficando claro a importância da família nesse processo e quanto ela interfere na qualidade de vida desses indivíduos. Discussão: Os pacientes portadores do HIV/Aids têm em seus familiares um apoio essencial para adesão a TARV, eles têm esse apoio como uma âncora que vai lhes auxiliar no enfrentamento a doença, pois se sentem protegidos e fortalecidos. Já os que não têm esse apoio, ficam instáveis emocionalmente e não conseguem aderir ao tratamento, acarretando em agravos a saúde. Conclusão: Dessa forma, a família ajuda o portador enfrentar a doença com mais coragem e força para continuar a vida. A enfermagem auxilia nessa relação, escutando e aconselhando, mostrando que esse apoio familiar irá fortalecer a compreensão e adesão a TARV.

  • Enfrentamento Das Pessoas Que Vivem Com HIV

    Introdução: O enfrentamento é um conjunto de esforços, cognitivos e comportamentais, utilizados com a finalidade de resolver demandas internas ou externas, surgidas nas situações de estresse e que são analisadas como sobrecarga ou excedendo seus recursos pessoais. A Aids por ser uma doença crônica é importante que as pessoas infectadas desenvolvam estratégias para enfrentá-la. Objetivo: Descrever o enfrentamento das pessoas que vivem com HIV/Aids. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, do tipo descritivo. Foi realizado o levantamento das produções científicas nas bases de dados: LILICAS, MEDLINE, BDENF. Os descritores utilizados: enfrentamento, HIV, Aids. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados em português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra, no formato de artigo e publicados no período de 2012-2016. Para o desenvolvimento da discussão foi definido a seguinte pergunta norteadora: Como se encontra o enfrentamento das pessoas que vivem com HIV/Aids? Resultados: Com a aplicação dos descritores foram encontrados 1494 artigos, após a utilização dos filtros, ficaram 22 artigos, porém foram excluídos 13 artigos, por duplicidade e por não atenderem ao objetivo geral, ficando 9 artigos para o desenvolvimento da pesquisa. Discussão: Os artigos mostram que a relação da infecção pelo HIV e o meio social não é harmonioso, ainda existe sentimentos de preconceito e rejeição no meio social. As pessoas mostram-se fragilizadas, pois referem medo em vivenciar o preconceito e a discriminação por parte das pessoas, vergonha, solidão, tristeza e ansiedade. O enfrentamento da doença é desgastante, complexa e incessante; associam a doença a desvalorização moral e social. Conclusão: Ainda existe muitas dificuldades vivenciadas pelas pessoas com HIV/Aids, enfrentam o preconceito e a desvalorização moral e social. Contudo, a enfermagem pode estar contribuindo para um tratamento igualitário e humanizado, melhor qualidade de vida, livre de preconceitos. Promovendo discussões para se conhecer melhor a doença e as diversas formas de enfrentamento.

  • Qualidade De Vida De Idosos Portadores De Insuficiência Renal Crônica Através Do CASP-19

    Introdução: A insuficiência renal crônica é uma patologia multicausal caracterizada por falência dos rins, os tratamentos incluem a hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. Dentre os doentes renais crônicos, 32,5% dos pacientes em hemodiálise tem idade igual ou superior a 65 anos. Desta forma, é visto que há uma necessidade de avaliar a qualidade de vida (QV) desta população; para tal, o CASP-19 provou ser um instrumento eficiente e objetivo, com boas propriedades psicométricas, pois é uma medida que abrange os aspectos positivos e benéficos do processo de envelhecimento. Objetivo: Avaliar a QV de idosos em hemodiálise, a partir do questionário CASP-19. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo do tipo transversal, realizado numa clínica de hemodiálise na cidade do Recife em 2016. A amostra do estudo foi constituída por pacientes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 60 anos, em tratamento hemodialítico. Para coleta de dados, foram utilizados o CASP-19 e questionários padronizados sobre características clínicas dos pacientes. Resultados e Discussão: A amostra é composta por 67 idosos, 49 do sexo masculino e 18 do sexo feminino. A pontuação média do CASP-19 foi de 31,25 pontos, da amostra, 34 pacientes tiveram escores iguais ou superiores (maior qualidade de vida) e 33 pacientes escores inferiores (menor qualidade de vida). Houve uma tendência a menor qualidade de vida entre as mulheres, e associação entre menor QV e idosos que tinham sido submetidos a transplante renal no passado; supomos que esse fator esteja relacionado a frustrações com o tratamento renal substitutivo, contudo, outros estudos são necessários para elucidar tais hipóteses. Conclusão: Avaliações da qualidade de vida dessa faixa etária em tratamento hemodialítico são importantes, pois oferecem elementos essenciais para a equipe de saúde analisar e implementar medidas de assistência humanizadas e adequadas com vista à melhoria do bem-estar destes idosos.

  • Representações Sociais Do HIV/AIDS Sob A Ótica Dos Profisionais Da Saúde

    Introdução: A AIDS representa um sério problema de saúde pública, caracterizando-se como epidemia global, com rápida disseminação. O vírus e a síndrome, desconhecidos, constituíram os elementos essenciais para a formação de representações sociais, sendo transformados em algo conhecido, HIV/AIDS, sendo possível de serem pensados e passíveis de ação. Desde então, emergiram diversas representações da síndrome e das pessoas por ela acometidas. Objetivo: Identificar as representações sociais do HIV/AIDS sob a ótica dos profissionais. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada através do levantamento de produções científicas na BVS. Utilizaram-se as bases de dados LILACS e BDENF. Foram incluídos na pesquisa artigos disponíveis na íntegra publicados no período de 2010-2016. Pergunta norteadora: Qual a representação social do HIV/AIDS na ótica dos profissionais de saúde? Resultados: Com a aplicação dos descritores foram encontrados 158 artigos, após a utilização dos filtros, obtivemos 23, porém destes exclui-se 16 por apresentarem duplicidade e não responder à pergunta norteadora. Por fim, utilizou-se 7 artigos para o desenvolvimento da pesquisa. Discussão: Os estudos apresentaram elementos positivos e negativos no contexto representacional do HIV/AIDS. Inicialmente para os profissionais de saúde por se tratar de uma doença incurável a AIDS foi marcada por fantasias negativas, medos, sentimentos de morte, discriminação e rejeição, pois acometia principalmente indivíduos estigmatizados pela sociedade, como os homossexuais, usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo. Porém, no decorrer dos anos estudos apontaram uma mudança representacional quando comparada ao período mais remoto da doença. Esses dados remetem-se à assimilação da AIDS como uma doença crônica e permitem visualizar o afastamento da morte, manifestando-se como uma representação oposta às concepções primárias. Conclusão: Conhecer as representações da síndrome é de suma importância pois contribuirá para melhorar a qualidade de vida daqueles que vivem com o HIV, por meio de ações em saúde mais adequadas e satisfatórias.